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Câmara aprova Medalha de Honra a Domingos Bragança por unanimidade

Pese as discordâncias políticas, a coligação Juntos por Guimarães e o Chega aprovaram a distinção ao anterior presidente de Câmara, assim como o PS. Medalhas de mérito votadas na próxima reunião.

Presidente da Câmara Municipal de Guimarães entre 2013 e 2025, Domingos Bragança está mais perto de se tornar Cidadão Honorário de Guimarães, após o executivo municipal ter aprovado, esta segunda-feira, a entrega da Medalha de Honra ao ex-autarca por unanimidade. Resta agora a Assembleia Municipal deliberar sobre a proposta da Câmara Municipal para o político socialista, hoje com 70 anos, se tornar Cidadão Honorário de Guimarães.

Após a reunião, o presidente da Câmara Municipal em exercício, Ricardo Araújo, entendeu que “deveria propor a atribuição da Medalha de Honra ao antigo presidente, ao doutor Domingos Bragança, pela dedicação e serviço público que prestou ao longo de vários anos, nas quase duas décadas a que esteve ligado à Câmara Municipal e nos últimos 12 anos como presidente da Câmara”, mantendo assim a tradição vimaranense de se distinguir os anteriores autarcas. Também António Magalhães, presidente da Câmara entre 1989 e 2013, recebeu essa distinção em 2014.

No entender do agora presidente, eleito pela coligação Juntos por Guimarães, este “não é o momento de debater, do ponto de vista político-partidário, as opções de quem aqui esteve”, mas o de “distinguir uma pessoa que, tal como os anteriores presidentes de Câmara, exerceu esse cargo de maior representação dos vimaranenses”.

“Estive 12 anos a fazer oposição ao doutor Domingos Bragança. O que hoje está em causa é estar à altura dos cargos que exercemos. Enquanto presidente de Câmara, propus com a convicção a atribuição desta medalha, que considero justa e merecida ao anterior presidente”, salientou.

Ricardo Araújo adiantou também que a atribuição das Medalhas de Mérito Municipal nas Comemorações do 24 de Junho deve ser submetida a votação na próxima reunião de Câmara, até porque a Assembleia não delibera sobre a atribuição dessas distinções.

Os 11 vereadores pronunciaram-se favoravelmente à Medalha de Honra a Domingos Bragança com voto secreto, circunstância que impede declaração de voto, algo que o representante do Chega, Nuno Vaz Monteiro, queria exercer. No final da reunião, o vereador salientou as discordâncias com Domingos Bragança, mas considerou que o louvor faz sentido pela “entrega à causa pública” nos últimos 12 anos.

“Efetivamente não concordamos com muito do que foi feito do executivo de Domingos Bragança. Várias vezes dissemos que o Partido Socialista é como um relógio parado: acerta duas vezes por dia. Tinha muitos defeitos, mas também as suas virtudes. Há um reconhecimento que tem de ser dado, que é a entrega à causa pública. Esteve muitos anos ligado aos destinos da cidade. Concordamos com esta distinção. Se não fez melhor, não acreditamos que não tenha sido por vontade. Poderá ter sido por incapacidade. De qualquer das formas, fará parte da história”, sublinhou.

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